segunda-feira, 28 de março de 2011
domingo, 2 de janeiro de 2011
A origem, porém não tão original
"A origem" é um bom filme, em que pesem as críticas. Um filme de ladrões, com adaptações. Cento e cinquenta minutos que passam rápido, mas que também poderiam ser resumidos em cinquenta.
Cenários muito bonitos, atuações que não merecem grandes críticas, direção mais esperta do que inteligente, enredo mais complicado que complexo, efeitos especiais legais, final com cara de sequência e trilha sonora poderosa, contando com Edith Piaf. Sem mais.
Destaques:
* Joseph Gordon-Levitt [Arthur], que é a cara do Heath Ledger [o melhor Coringa que o Batman já teve];
* Ellen Page [Ariadne], que faz o papel da espectadora dentro do filme, fazendo as perguntas que gostaríamos de fazer e se perdendo descaradamente na complicação do enredo ["no subconsciente de quem a gente vai entrar???"].
Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=dRicx6bd8_0
Cenários muito bonitos, atuações que não merecem grandes críticas, direção mais esperta do que inteligente, enredo mais complicado que complexo, efeitos especiais legais, final com cara de sequência e trilha sonora poderosa, contando com Edith Piaf. Sem mais.
Destaques:
* Joseph Gordon-Levitt [Arthur], que é a cara do Heath Ledger [o melhor Coringa que o Batman já teve];
* Ellen Page [Ariadne], que faz o papel da espectadora dentro do filme, fazendo as perguntas que gostaríamos de fazer e se perdendo descaradamente na complicação do enredo ["no subconsciente de quem a gente vai entrar???"].
Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=dRicx6bd8_0
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Momento fofis
Uma amiga minha acabou de me mostrar essas fotos e eu não resisti:
http://globulo.com.br/blog/referencias/coisas-legais/o-que-nao-faz-uma-publicitaria-em-licenca-maternidade.html#comment-3260
Que coisa mais fofis, né?
*.*
http://globulo.com.br/blog/referencias/coisas-legais/o-que-nao-faz-uma-publicitaria-em-licenca-maternidade.html#comment-3260
Que coisa mais fofis, né?
*.*
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Depilação
Esse texto não é meu, mas leio sempre. E sempre que leio me acabo de rir.
O texto é grande, mas super vale a pena!
Boas risadas a todos:
"— Tenta sim. Vai ficar lindo.
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
— Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
— Vai depilar o quê?
— Virilha.
— Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
— Cavada mesmo.
— Amanhã, às... Deixa eu ver... 13h?
— Ok. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
— Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
— Quer bem cavada?
— é... é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
— Os pelos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda .
— Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
— Pode abrir as pernas.
— Assim?
— Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
— Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.
Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.
Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
— Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.
O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
— Quer que tire dos lábios?
— Não, eu quero só virilha, bigode não.
— Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios? Putz, que ideia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
— Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
— Olha, tá ficando linda essa depilação.
— Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teletransporta”. Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
— Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
— Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
— Vamos ficar de lado agora?
— Hein?
— Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
— Segura sua bunda aqui?
— Hein?
— Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
— Tudo bem, Pê?
— Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?
Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
— Vira agora do outro lado.
Porra... por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
— Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
— Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
— Máquina de quê?!
— Pra deixar ela com o pelo baixinho, que nem campo de futebol.
— Dói?
— Dói nada.
— Tá, passa essa merda...
— Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
— Prontinha. Posso passar um talco?
— Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
— Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar... namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada."
O texto é grande, mas super vale a pena!
Boas risadas a todos:
"— Tenta sim. Vai ficar lindo.
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
— Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
— Vai depilar o quê?
— Virilha.
— Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
— Cavada mesmo.
— Amanhã, às... Deixa eu ver... 13h?
— Ok. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
— Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
— Quer bem cavada?
— é... é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
— Os pelos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda .
— Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
— Pode abrir as pernas.
— Assim?
— Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
— Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.
Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.
Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
— Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.
O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
— Quer que tire dos lábios?
— Não, eu quero só virilha, bigode não.
— Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios? Putz, que ideia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
— Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
— Olha, tá ficando linda essa depilação.
— Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teletransporta”. Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
— Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
— Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
— Vamos ficar de lado agora?
— Hein?
— Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
— Segura sua bunda aqui?
— Hein?
— Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
— Tudo bem, Pê?
— Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?
Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
— Vira agora do outro lado.
Porra... por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
— Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
— Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
— Máquina de quê?!
— Pra deixar ela com o pelo baixinho, que nem campo de futebol.
— Dói?
— Dói nada.
— Tá, passa essa merda...
— Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
— Prontinha. Posso passar um talco?
— Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
— Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar... namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada."
sábado, 13 de novembro de 2010
Ditado
Depois de receber mais de um milhão de votos nas últimas eleições e ser o candidato à deputado federal mais votado da história, Tiririca foi, na semana passada, compelido a fazer uma "prova" no TRE de São Paulo, que consistia em escrever UMA FRASE e ler o título e o subtítulo de uma notícia de jornal.
A frase que Tiririca teve de escrever possuía 18 palavras, das quais ele acertou 6(!). Com esse maravilhoso desempenho o Deputado Tiririca foi considerado apto a tomar posse do que é seu de direito, uma cadeira no Congresso Nacional.
Para ser médico, professor, engenheiro, advogado... Tiririca teria de fazer um vestibular, estudar cerca de 5 anos numa Universidade ou Faculdade e, se pretendesse ser advogado, por exemplo, ter seus conhecimentos testados no exame da ordem.
Se em 2009 pretendesse assumir um cargo de gari na prefeitura do Rio de Janeiro, Tiririca teria que enfrentar, numa prova dividida em duas partes (escrita e física), a concorrência de 75 pessoas pra cada vaga.
Para assumir uma cadeira no CN basta acertar 6 palavras de uma frase que contenha 18 palavras. Se você é 30% alfabetizado é considerado apto pelo Tribunal Superior Eleitoral a fazer e aprovar as leis que vão compor o ordenamento jurídico nacional e guiar a vida de todos os cidadãos brasileiros. Que maravilha.
A frase que Tiririca teve de escrever possuía 18 palavras, das quais ele acertou 6(!). Com esse maravilhoso desempenho o Deputado Tiririca foi considerado apto a tomar posse do que é seu de direito, uma cadeira no Congresso Nacional.
Para ser médico, professor, engenheiro, advogado... Tiririca teria de fazer um vestibular, estudar cerca de 5 anos numa Universidade ou Faculdade e, se pretendesse ser advogado, por exemplo, ter seus conhecimentos testados no exame da ordem.
Se em 2009 pretendesse assumir um cargo de gari na prefeitura do Rio de Janeiro, Tiririca teria que enfrentar, numa prova dividida em duas partes (escrita e física), a concorrência de 75 pessoas pra cada vaga.
Para assumir uma cadeira no CN basta acertar 6 palavras de uma frase que contenha 18 palavras. Se você é 30% alfabetizado é considerado apto pelo Tribunal Superior Eleitoral a fazer e aprovar as leis que vão compor o ordenamento jurídico nacional e guiar a vida de todos os cidadãos brasileiros. Que maravilha.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Para onde vão os políticos depois que passam as eleições?
Falta menos de um mês para o pleito no qual iremos votar para presidente da república, senador(es), deputado federal e estadual.
As campanhas estão nas ruas.
Candidatos trocam acusações no horário político, nos debates, na rua... aliados e adversários se enfrentam como se estivessem em uma espécie de luta livre... a poluição visual e sonora cansa nossos olhos e tímpanos... ninguém fala mais de outro assunto... o horário político da tevê passa bizarrices dignas dos filmes mais trashs ("Quero ser deputado estadual para ficar mais próximo do povo. Para isso peço humildimente sua ajuda, vote em mim, por favor", "Quero ser deputado para melhorar nosso estado. Para isso preciso do seu voto, amiguinho", "Vou investir em educação, saúde, segurança, assistência social, habitação, trabalho, lazer, reduzir os impostos, distribuir renda, incentivar a indústria, proteger o meio ambiente..." - esse último deve ser o superhomem.).
No sinais, diariamente, militantes (ou pessoas de baixa renda que aproveitam as eleições para "fazer um bico" e não fazem a mínima ideia do que estão fazendo) distribuem panfletos e imploram por nosso voto. Somos soterrados por milhares de propostas, panfletos e jingles ridículos ("Paraíba tá dodói, vota em ... que passa, vota em ... que passa, vota em ... que passa-a").
No interior a coisa é ainda pior, o comércio de votos choca qualquer um. Troca-se votos por geladeiras, empregos, sapatos e, parece mentira, dentaduras(!). Quanto menor a cidade mais caro é o voto.
Depois do dia 3 de outubro, a maioria desses "políticos" vai desaparecer, como num passe de mágica. E, se houver segundo turno, no dia 1º de novembro a única coisa que nos lembrará que houve uma campanha eleitoral será o rastro de sujeira deixado pelos ilustríssimos candidatos.
PARA ONDE VÃO OS POLÍTICOS DEPOIS QUE PASSAM AS ELEIÇÕES?
Não faço ideia. Aliás, tenho um chute: ACRE!
As campanhas estão nas ruas.
Candidatos trocam acusações no horário político, nos debates, na rua... aliados e adversários se enfrentam como se estivessem em uma espécie de luta livre... a poluição visual e sonora cansa nossos olhos e tímpanos... ninguém fala mais de outro assunto... o horário político da tevê passa bizarrices dignas dos filmes mais trashs ("Quero ser deputado estadual para ficar mais próximo do povo. Para isso peço humildimente sua ajuda, vote em mim, por favor", "Quero ser deputado para melhorar nosso estado. Para isso preciso do seu voto, amiguinho", "Vou investir em educação, saúde, segurança, assistência social, habitação, trabalho, lazer, reduzir os impostos, distribuir renda, incentivar a indústria, proteger o meio ambiente..." - esse último deve ser o superhomem.).
No sinais, diariamente, militantes (ou pessoas de baixa renda que aproveitam as eleições para "fazer um bico" e não fazem a mínima ideia do que estão fazendo) distribuem panfletos e imploram por nosso voto. Somos soterrados por milhares de propostas, panfletos e jingles ridículos ("Paraíba tá dodói, vota em ... que passa, vota em ... que passa, vota em ... que passa-a").
No interior a coisa é ainda pior, o comércio de votos choca qualquer um. Troca-se votos por geladeiras, empregos, sapatos e, parece mentira, dentaduras(!). Quanto menor a cidade mais caro é o voto.
Depois do dia 3 de outubro, a maioria desses "políticos" vai desaparecer, como num passe de mágica. E, se houver segundo turno, no dia 1º de novembro a única coisa que nos lembrará que houve uma campanha eleitoral será o rastro de sujeira deixado pelos ilustríssimos candidatos.
PARA ONDE VÃO OS POLÍTICOS DEPOIS QUE PASSAM AS ELEIÇÕES?
Não faço ideia. Aliás, tenho um chute: ACRE!
sábado, 17 de julho de 2010
Deixei ela entrar
Fazia tempo que não postava nada, mas esses filmes adolescentes de vampiro me inspiraram a escrever.
Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse... a modinha hollywoodiana nem se compara a leveza do filme sueco "Deixe ela entrar", dirigido por Tomas Alfredson e estrelado por Kåre Hedebrant (Oscar) e Lina Leandersson (Eli).
A história se passa no subúrbio de Estocolmo, em 1982, Oscar conhece Eli e vive seu primeiro amor. Podia ser nada mais que um romance adolescente (nesse caso pré-adolescente, já que Oscar tem apenas 12 anos), mas este filme encanta por dois motivos, o primeiro é a temática do filme, que vai além do romance batidinho de sempre, "Deixe ela entrar" fala de perdoar (nem gosto muito dessa palavra, pelo cunho religioso que foi dado a ela ao longo do tempo, mas "desculpar" não representaria todo o drama do filme), de solidão e lealdade.
O segundo motivo do encantamento que o filme causa se dá pela atuação dos atores, as duas crianças tem expressões faciais tão fortes que nem precisavam falar.
O filme é muito bem ambientado, o frio e a neve deixam o clima bastante sombrio. O tema é tratado com tanta sutileza que envolve o espectador e de repente parece que aquilo tudo é real.
Em breve teremos o remake hollywoodiano, "Let me in", que será estrelado por Chloe Moretz (Eli) e Kodi-Smith McPhee (Oscar). Espero que não estraguem o filme com as bizarrices dos efeitos especiais de Hollywood e acabem tirando a leveza do filme, que é o que faz toda a diferença. Espero ainda que não façam "Let me in 2"., seria o cúmulo.
Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse... a modinha hollywoodiana nem se compara a leveza do filme sueco "Deixe ela entrar", dirigido por Tomas Alfredson e estrelado por Kåre Hedebrant (Oscar) e Lina Leandersson (Eli).
A história se passa no subúrbio de Estocolmo, em 1982, Oscar conhece Eli e vive seu primeiro amor. Podia ser nada mais que um romance adolescente (nesse caso pré-adolescente, já que Oscar tem apenas 12 anos), mas este filme encanta por dois motivos, o primeiro é a temática do filme, que vai além do romance batidinho de sempre, "Deixe ela entrar" fala de perdoar (nem gosto muito dessa palavra, pelo cunho religioso que foi dado a ela ao longo do tempo, mas "desculpar" não representaria todo o drama do filme), de solidão e lealdade.
O segundo motivo do encantamento que o filme causa se dá pela atuação dos atores, as duas crianças tem expressões faciais tão fortes que nem precisavam falar.
O filme é muito bem ambientado, o frio e a neve deixam o clima bastante sombrio. O tema é tratado com tanta sutileza que envolve o espectador e de repente parece que aquilo tudo é real.
Em breve teremos o remake hollywoodiano, "Let me in", que será estrelado por Chloe Moretz (Eli) e Kodi-Smith McPhee (Oscar). Espero que não estraguem o filme com as bizarrices dos efeitos especiais de Hollywood e acabem tirando a leveza do filme, que é o que faz toda a diferença. Espero ainda que não façam "Let me in 2"., seria o cúmulo.
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