Tenho uma relação estranha com filmes baseados em fatos reais. Não sei se tenho medo, se gosto muito... são filmes mais sérios, emocionantes e (eu realmente não queria usar essa palavra) tensos. Não foi diferente com "Prayers of Bobby".
"Prayers of Bobby" não passou nos cinemas, é um filme televisivo baseado no livro de Leroy F. Aarons, dirigido por Russell Mulcahy e estrelado por Ryan Kelley(Bobby) e Sigourney Weaver(Mary).
No começo eu achei que a história era sobre Bobby, um adolescente cristão que se descobre gay e vive um tormento com sua família, que considera a homossexualidade um grave pecado. Só depois que, no ápice da agonia, do medo de não ser amado por Deus e da rejeição da mãe, Bobby se suicidou ao pular de uma ponte e ser esmigalhado por um caminhão foi que eu percebi que a história ainda ia começar.
Após a morte do filho, atormentada pela culpa, Mary começa uma batalha para buscar provar com o mesmo meio que usou para acusar o filho, a religião e principalmente o texto bíblico, que seu filho poderia sim ser digno do amor de Deus e estar agora no Paraíso.
Sigourney Weaver está perfeita no papel, consegue fazer com que o espectador a odeie no início do filme, se apiede dela no meio e a admire no final. Tão perfeita que foi acertadíssimamente indicada ao Emmy 2009 e injustamente não ganhou o prêmio.
Recomendo o filme a todos, homofóbicos, religiosos extremistas, "galera dos direitos humanos", gays, todo mundo precisa assistir um filme como esse. Ah! e não esqueca de levar a caixa de lenços de papel, a partir da morte de Bobby é uma choradeira só.
[Link pro trailer do filme: http://www.youtube.com/watch?v=FYJTQrPbWAo]
quinta-feira, 22 de abril de 2010
terça-feira, 20 de abril de 2010
Anjos de Augusto
Hoje, 20 de abril, aniversário de nascimento de Augusto dos Anjos. Prefiro não falar muito, Augusto é meu poeta preferido e ainda por cima é paraibano, então vou só colocar um soneto numa simples homenagem:
A ESPERANÇA
A Esperança não murcha, ela não cansa,
Também como ela não sucumbe a Crença.
Vão-se sonhos nas asas da Descrença,
Voltam sonhos nas asas da Esperança.
Muita gente infeliz assim não pensa;
No entanto o mundo é uma ilusão completa,
E não é a Esperança por sentença
Este laço que ao mundo nos manieta?
Mocidade, portanto, ergue o teu grito,
Sirva-te a Crença de fanal bendito,
Salve-te a glória no futuro - avança!
E eu, que vivo atrelado ao desalento,
Também espero o fim do meu tormento,
Na voz da Morte a me bradar; descansa!
A ESPERANÇA
A Esperança não murcha, ela não cansa,
Também como ela não sucumbe a Crença.
Vão-se sonhos nas asas da Descrença,
Voltam sonhos nas asas da Esperança.
Muita gente infeliz assim não pensa;
No entanto o mundo é uma ilusão completa,
E não é a Esperança por sentença
Este laço que ao mundo nos manieta?
Mocidade, portanto, ergue o teu grito,
Sirva-te a Crença de fanal bendito,
Salve-te a glória no futuro - avança!
E eu, que vivo atrelado ao desalento,
Também espero o fim do meu tormento,
Na voz da Morte a me bradar; descansa!
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Tudo agora pode ser matte
Já tinha ouvido falar, mas não tinha certeza da existência. Até que constatei que é verdade: o matificante para esmaltes "ecxiste"! O nome é "Matt plus" e é obra da "Big universo", conhecida pela boa variedade de cores, pelo pote gordinho [de 15ml] e pelo preço bem mais em conta que as outras marcas. Como nada é perfeito... não é tão fácil achar esmaltes dessa marca, aqui em JP eu só achei numa loja especializada em cosméticos.
Mas o que interessa é o matificante: o efeito é exatamente o esperado, ou seja, brilho nenhum. O "Matt plus" deve ser passado sobre o esmalte já seco e dá aquela textura aveludada/emborrachada. É bom ter cuidado pra não passar quando o esmalte com cor estiver meio molhado, porque o pincel do matificante pode acabar ficando sujinho.
O esmalte fosco é uma super tendência atual, dá um ar mais chique e moderno. Hoje em dia eu só sei das linhas "Fluors", da Impala [que ainda tem muito a melhorar], e metade da linha "Pedras preciosas", da Risqué, que tem esmaltes matte. Então é uma excelente ideia da "Big universo" criar esse matificante, que permite que qualquer esmalte cremoso que a gente use vire matte.
[Link do site da "Big universo" (confiram a linha nova, simplesmente perfeita): http://www.biguniverso.com.br/]
Mas o que interessa é o matificante: o efeito é exatamente o esperado, ou seja, brilho nenhum. O "Matt plus" deve ser passado sobre o esmalte já seco e dá aquela textura aveludada/emborrachada. É bom ter cuidado pra não passar quando o esmalte com cor estiver meio molhado, porque o pincel do matificante pode acabar ficando sujinho.
O esmalte fosco é uma super tendência atual, dá um ar mais chique e moderno. Hoje em dia eu só sei das linhas "Fluors", da Impala [que ainda tem muito a melhorar], e metade da linha "Pedras preciosas", da Risqué, que tem esmaltes matte. Então é uma excelente ideia da "Big universo" criar esse matificante, que permite que qualquer esmalte cremoso que a gente use vire matte.
[Link do site da "Big universo" (confiram a linha nova, simplesmente perfeita): http://www.biguniverso.com.br/]
quarta-feira, 14 de abril de 2010
DiCaprio, Eastwood e salto alto
O próximo filme de Leonardo DiCarpio será, provavelmente, o mais polêmico de sua carreira. Em "Hoover", ainda sem título em português, DiCaprio vai viver J. Edgar Hoover, uma controversa figura política que dirigiu o FBI de 1924 até 1972, quando morreu aos 77 anos.
Não é o primeiro filme em que a figura de Hoover aparece, em "Nixon" ele foi vivido por Bob Hoskins e em "Inimigos Públicos" por Billy Crudup. O diretor do FBI é conhecido por não ter tolerância com os traidores, por seu combate às guerras de gângsteres nos anos 1930 e, posteriormente, à Máfia.
Cadê a polêmica? A polêmica está no fato de que, segundo algumas biografias, Edgar Hoover era gay e gostava de se vestir com roupas de mulher.
As filmagens começam no final desse ano. O roteiro ficou por conta de Dustin Lance Black [ganhador do Oscar de 2009 por "Milk - a voz da igualdade"] e a produção é da Warner [depois de negociações frustradas com a Universal].
Talvez esse seja o filme de 2011. Vou tentar não criar expectativas.
Não é o primeiro filme em que a figura de Hoover aparece, em "Nixon" ele foi vivido por Bob Hoskins e em "Inimigos Públicos" por Billy Crudup. O diretor do FBI é conhecido por não ter tolerância com os traidores, por seu combate às guerras de gângsteres nos anos 1930 e, posteriormente, à Máfia.
Cadê a polêmica? A polêmica está no fato de que, segundo algumas biografias, Edgar Hoover era gay e gostava de se vestir com roupas de mulher.
As filmagens começam no final desse ano. O roteiro ficou por conta de Dustin Lance Black [ganhador do Oscar de 2009 por "Milk - a voz da igualdade"] e a produção é da Warner [depois de negociações frustradas com a Universal].
Talvez esse seja o filme de 2011. Vou tentar não criar expectativas.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Em breve, nos cinemas 3D
O filme mais esperado do ano [pelo menos por mim] é "Alice no País das Maravilhas" em 3D. Não é só porque é Alice da minha infância. Nem porque é em 3D. Nem porque a direção é de Tim Burton. Ou porque o Chapeleiro Louco vai ser Johnny Depp. Muito menos o motivo é essa versão ser totalmente diferente das outras. É por tudo isso junto. É a magia, a música...
Na trama nova Alice ela está de volta ao País das Maravilhas após dez anos da sua primeira visita. Ela não se lembra de nada do que aconteceu uma década antes e está fugindo de sua festa de noivado.
A Disney voltou atrás na promessa de estreia pra 21 de abril e adiou para dia 23, uma sexta-feira. =(
“Alice no País das Maravilhas” tem no elenco Mia Wasikowska como Alice, Johnny Depp como o Chapeleiro Maluco, Helena Bonham Carter como a Rainha Vermelha e Anne Hathaway como a Rainha Branca.
Ah! E graças a Deus que JP agora tem cinema 3D *.*
Segue o link pro trailer do filme: http://www.youtube.com/watch?v=Otno-dRLUYM
Na trama nova Alice ela está de volta ao País das Maravilhas após dez anos da sua primeira visita. Ela não se lembra de nada do que aconteceu uma década antes e está fugindo de sua festa de noivado.
A Disney voltou atrás na promessa de estreia pra 21 de abril e adiou para dia 23, uma sexta-feira. =(
“Alice no País das Maravilhas” tem no elenco Mia Wasikowska como Alice, Johnny Depp como o Chapeleiro Maluco, Helena Bonham Carter como a Rainha Vermelha e Anne Hathaway como a Rainha Branca.
Ah! E graças a Deus que JP agora tem cinema 3D *.*
Segue o link pro trailer do filme: http://www.youtube.com/watch?v=Otno-dRLUYM
domingo, 11 de abril de 2010
Tá, eu sei... mas achei tão legal!
Eu sei que já mostrei a todo mundo esse site, mas não consigo me conter e tenho que publicar aqui:
http://www.escribacafe.com/horoscopo-maldito/
É bastante engraçado, tanto pra quem curte coisas de astrologia quanto pra quem não curte.
Créditos: E.L. [fiquei na dúvida se você ia preferir o anonimato]
http://www.escribacafe.com/horoscopo-maldito/
É bastante engraçado, tanto pra quem curte coisas de astrologia quanto pra quem não curte.
Créditos: E.L. [fiquei na dúvida se você ia preferir o anonimato]
terça-feira, 6 de abril de 2010
O poder da fé
O cenário é o mundo pós-apocalíptico, no qual resta apenas um exemplar da bíblia. Os homens estão passando sede, higiene é coisa do passado e a carne mais consumida é a humana. Nesse caos o livro mais reproduzido e traduzido do mundo não é só um livro, mas uma arma.
Eli [Denzel Washington] é um andarilho que luta com unhas e dentes para proteger a última bíblia. Mas essa não será uma tarefa fácil, pois o vilão Carnegie [Gary Oldman] não vai deixar a "arma" tão poderosa que a bíblia representa escapar das suas mãos.
Dirigido pelos Hughes Brothers, o filme tem duração de quase 2hrs. A película parece que é em sépia, dando um ar meio sujo ao filme, que combina bastante com o enredo. Sobre a música tema, já no começo do filme ela chama atenção, a melodia melancólica destoa completamente da fotografia, de início pensei "que nada a ver", mas depois entendi que a intenção era justamente essa.
Sobre a personagem principal, Eli, não sabemos o seu passado em momento algum do filme. Como a maioria das personagens vivida por Denzel Washington, Eli é um homem forte e obstinado. As cenas de luta que protagoniza são ótimas e, dizem por aí, Denzel não utilizou dublês.
A ideia é original, mas achei mal explorada. Quando soube da sinopse achei que seria ótimo, criei uma expectativa... que foi destruída mais ou menos com 30 minutos. Primeiro que o filme fica enfadonho, segundo que a gente começa a pensar "tá, mas se é tão importante assim existir uma fé/religião/seita/seja-lá-o-que-for, qual o motivo para não se criar uma nova com um novo livro? ".
Na minha opinião há uma supervalorização da bíblia e uma desvalorização do ser humano, que com exceção das personagens principais, é retratado como um incapaz. Vai ver o filme é cult demais para mim.
[Segue o link para o trailer: http://www.youtube.com/watch?v=t3qJj_ljctE]
Eli [Denzel Washington] é um andarilho que luta com unhas e dentes para proteger a última bíblia. Mas essa não será uma tarefa fácil, pois o vilão Carnegie [Gary Oldman] não vai deixar a "arma" tão poderosa que a bíblia representa escapar das suas mãos.
Dirigido pelos Hughes Brothers, o filme tem duração de quase 2hrs. A película parece que é em sépia, dando um ar meio sujo ao filme, que combina bastante com o enredo. Sobre a música tema, já no começo do filme ela chama atenção, a melodia melancólica destoa completamente da fotografia, de início pensei "que nada a ver", mas depois entendi que a intenção era justamente essa.
Sobre a personagem principal, Eli, não sabemos o seu passado em momento algum do filme. Como a maioria das personagens vivida por Denzel Washington, Eli é um homem forte e obstinado. As cenas de luta que protagoniza são ótimas e, dizem por aí, Denzel não utilizou dublês.
A ideia é original, mas achei mal explorada. Quando soube da sinopse achei que seria ótimo, criei uma expectativa... que foi destruída mais ou menos com 30 minutos. Primeiro que o filme fica enfadonho, segundo que a gente começa a pensar "tá, mas se é tão importante assim existir uma fé/religião/seita/seja-lá-o-que-for, qual o motivo para não se criar uma nova com um novo livro? ".
Na minha opinião há uma supervalorização da bíblia e uma desvalorização do ser humano, que com exceção das personagens principais, é retratado como um incapaz. Vai ver o filme é cult demais para mim.
[Segue o link para o trailer: http://www.youtube.com/watch?v=t3qJj_ljctE]
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